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Torre de Dornes

Torre de DornesA Torre de Dornes ou a Torre Templária da povoação de Dornes foi mandada edificar na segunda metade do século por Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo que reformulou e reforçou o sistema defensivo da linha do Tejo.

Implantada num esporão avançado sobre o rio Zêzere, de onde se tem domínio sobre o mesmo e se desfruta magnifico panorama, foi edificada onde existiria na época a base de uma antiga fortaleza romana, talvez um torreão. Apresenta uma invulgar planimetria para as torres defensivas medievais, uma vez que possui cinco faces, com paramentos aprumados, evoluindo em dois pisos, rematados em friso e cornija, de feitura quinhentista.

As gárgulas dispostas nos cunhais sob o remate deverão ser também desta época. Tem acesso sobrelevado, virado ao topo do esporão e ao rio, por porta de verga reta, reaproveitando estela funenária, decorada com lança, dardo e escudos relevados, sobre importas, sendo atualmente acedido por escada adossada em L, mas que primeiramente teria apenas um lanço.

As fachadas não possuem qualquer tido de fenestração, abrindo-se apenas no topo de duas das faces, viradas a poente, três ventanas em arco de volta perfeita, com sinos e o portal de entrada situa-se no lado norte da torre, com moldura rectangular, no intradorso da qual foram esculpidos dois escudos, um dardo e uma lança.

No interior da torre ainda se conservam algumas estelas funerárias templárias, e o espaço possui uma abóbada de tijolo com uma inscrição, reaproveitando materiais antigos, sobre trompas de ângulo, de possível feitura quinhentista.

No século XVI, algumas décadas depois de a Torre de Dornes ter perdido a sua função defensiva, foi transformada em torre sineira, sendo que em 1536 referem-se apenas dois sinos do concelho, sendo, provavelmente, o terceiro de feitura posterior e para serventia da igreja.